Perspectivas do mercado imobiliário

Foto: Pixabay

Apesar de 2020 ter sido muito desafiador em diversos setores, o mercado de imóveis – especialmente os de alto padrão – segue em expansão

O ano de 2020 foi um dos mais desafiadores dos últimos tempos, seja pelo viés de saúde, econômico ou social. No entanto, mesmo diante da crise, o setor imobiliário no Brasil teve avanço e as perspectivas futuras apontam para um 2021 ainda mais promissor.

A Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) fez um levantamento com presidentes e diretores de 38 das maiores empresas do setor que mostra como as perspectivas são boas. A pesquisa indicou que 97% dos empresários pretendem lançar novos projetos na janela de 12 meses e 92% deles comprarão terrenos no período.

De acordo com agentes do mercado financeiro, a economia volta para o ritmo de crescimento, a inflação deve ser controlada no próximo ano, a taxa básica de juros permanece baixa por muito tempo e, ao que tudo indica, a situação fiscal também seguirá sob controle.

A primeira variável que possibilita esse desenvolvimento é a manutenção da taxa básica de juros em patamares baixos. Projeções do mercado indicam o término do ano de 2021 com a Selic no patamar de 3%, leve alta de 1 ponto percentual em relação aos 2% registrados atualmente. Ainda que acima do patamar atual, o juro permanecerá muito baixo em relação aos níveis históricos brasileiros e continuará fomentando o ambiente de negócios no Brasil.

De um lado, o juro baixo incentiva investidores a buscar opções alternativas mais rentáveis para alocação do dinheiro. Produtos como fundos imobiliários se mostram atrativos nesse ambiente, e os aportes fomentam o desenvolvimento desse mercado. Na outra ponta dos negócios, a tomada de recursos emprestados também está mais vantajosa tanto para os consumidores de imóveis quanto para os empreendedores.

Cresce busca por imóveis de alto padrão

A pandemia do novo coronavírus aqueceu o mercado de imóveis de luxo. As pessoas acabaram mudando suas perspectivas em relação ao lar. Desejam, agora, casas mais espaçosas e funcionais.

A necessidade de trabalhar em sistema home office, praticar exercícios físicos em casa, estudar, cozinhar, entre outras atividades, foi o que impulsionou pela procura por imóveis com ambientes mais amplos e confortáveis aos filhos, aos pets e com espaço de sobra para reuniões familiares.

O mercado brasileiro de imóveis de luxo independe do crescimento do país e, de tempos em tempos, apresenta forte expansão. É isso o que se vê agora. Há alguns meses, por exemplo, a Coelho da Fonseca – uma das principais imobiliárias do segmento de imóveis de luxo – vendeu um apartamento de 900 metros quadrados no bairro dos Jardins, em São Paulo, por 31,5 milhões de reais. Por mais que o valor seja assombroso para a maioria esmagadora dos brasileiros, negócios desse tipo não são exatamente uma raridade, pelo menos no que se constatou em 2020.

Outro fator que estimulou o segmento de imóveis de luxo foi, certamente, ter as fronteiras fechadas, que acabaram impedindo viagens e dificultaram investimentos no exterior.

Por mais que as vacinas sejam uma promessa para retornarmos à vida normal com o passar do tempo, a busca por casas mais espaçosas e confortáveis será uma constante. O fato é que nunca vivemos uma relação tão intensa com o nosso lar como hoje.

Referências: UOL / VEJA

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